E Embora os governos pelo mundo estejam se empenhando para dar resposta a seus eleitores com relação à crise financeira, principalmente abordando a questão da regulação prudencial, não parece que a ampliação desse escopo para a adoção do conceito de Regulação Macroprudencial seja a solução. É difícil acreditar que a cúpula dos reguladores bancários mundiais não tomava conhecimento do fenomenal crescimento das operações com derivativos de crédito e da nocividade que esses instrumentos representam para o sistema. A falta de atenção e de força política para abortar as práticas nocivas que se desenvolviam no sistema financeiro levou a enormes prejuízos pelo mundo. Por isso, alterar a regulação não basta. A solução para o problema deve se dar no controle sobre o regulador, seja ele público ou privado, ou na criação de incentivos que delimitem sua atuação. Essa alternativa não é crível, dadas as condições políticas e a perda de poder que o mercado não parece aceitar.

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