Era uma vez um tempo não muito longínquo, em que a TV não era ainda a rainha do lar. Não existia computador, nem internet. Naquele tempo, uma das maiores alegrias dos sábados para as crianças da classe média brasileira, era a chegada nas bancas das revistas em quadrinhos, que carinhosamente chamávamos de revistinhas. Nem pensar em ficar sem as estórias da Luluzinha e das implicâncias com o Bolinha e sua turma em que “menina não entra”. Como gostávamos de acompanhar as peripécias dos bichos animados da Disney! As espertezas do Zé Carioca, o namoro do Mickey e da Minnie, os desastres do Pateta com sua namorada Anabela e o cachorro Pluto. Eram divertidas as preocupações do Pato Donald com sua amada Margarida e seus sobrinhos. Chegávamos a sentir o gosto das tortas da vovó Donalda, atentávamos às intrincadas experiências do Prof. Pardal e ríamos com as trapalhadas do Peninha. Muitos ouvimos falar de ricos pela primeira vez lendo as aventuras do Gastão, primo rico do Pato Donald, e do Tio Patinhas, o pato mais rico do mundo, com seus quaquilhões que teimava em fazer crescer juntando moeda por moeda, fazendo multiplicar sua imensa fortuna, já avaliada em “alguns fantastilhões de impossibilhões” de patacas. Quaquilhões... A quem ocorreria pensar que quaquilhões poderiam existir de verdade?
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