O artigo tem por objetivo analisar a chamada “Questão do Tibete” - a disputa entre a República Popular da China e o Governo do Tibete no exílio-, sobre o direito de soberania na região. Em primeiro lugar, são examinados os documentos publicados pelos órgãos oficiais de cada Parte. A seguir, demonstra-se que o Tibete nunca gozou de plena soberania, mas, apesar disso, tem todo o direito à autodeterminação. Procura-se ainda expor os motivos pelos quais é provável que a China não mude de posição, independentemente do que venha a acontecer nos Jogos Olímpicos. Finalmente, conclui-se com a proposta apresentada pelo Dalai Lama, denominada “Caminho do Meio”, segundo a qual o governo tibetano renunciaria à reivindicação pela independência, mas passaria a ter o direito de autonomia plena no que diz respeito aos assuntos internos.
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