A população mundial ultrapassou a marca de seis bilhões de habitantes em 2003 e continua crescendo a taxas elevadas. Produzir alimentos em quantidade e qualidade suficientes e garantir o acesso das populações mais pobres a eles deve ser compromisso prioritário para a sociedade contemporânea. O aumento da produção global e regional de alimentos, com melhorias nos indicadores de qualidade ambiental na agricultura, segurança alimentar e maior proteção à saúde dos consumidores e dos trabalhadores no meio rural, são grandes desafios para este novo milênio. A ciência e a tecnologia são os instrumentos mais eficientes para enfrentá-los e a engenharia genética descortina-se com enorme potencial nesse contexto. Todavia, é importante ter-se em mente que as possibilidades de “engenheirar” modificações no genoma de plantas e de outros organismos, ampliadas a cada dia com os avanços da biologia molecular, impõem a necessidade de mecanismos democráticos de controle social da biotecnologia e da biossegurança, pautados nos preceitos da Bioética e considerando o
Princípio da Precaução.

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