Animado por alguns amigos a republicar ERA UMA VEZ...(1), - sobretudo após os trágicos atos terroristas de 11 de setembro de 2001 -, a princípio hesitei, mas depois decidi continuar preservando essa fábula como históriamãe de um fabulário em elaboração, a ser publicado oportunamente. Sem prejudicar minha intenção inicial, cedo agora àqueles amáveis apelos pela primeira vez, movido pelos seguintes motivos: o agravamento da crise mundial durante esta última década, - de modo particular com a Guerra do Golfo Pérsico II -, mostra que estamos, todos, inquestionavelmente, num caminho de insustentabilidade planetária, tanto nas dimensões políticas, como nas culturais, biológicas e físicas; especialmente, clama por atenção o quadro deprimente e intolerável de sofrimento humano e de danificação ambiental, que não apenas enseja a luta, mas passou também a justificá-la, seja para a simples sobrevivência, seja para a reconstrução incessante do mundo (espera-se em torno de uma via de eqüidade, dignidade e paz); o embate, assim, parece hoje inevitável, se se pretende a libertação da Terra, sobretudo da condição humana, dos grilhões de todas as formas de miséria; e, claro, incumbe a todos, indivíduos e grupos sociais, cada qual nas suas
circunstâncias, com suas diferentes parcelas de liberdade e responsabilidade;

 

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