Já em meados da década dos 80, Aaron Wildawsky, o conhecido estruturador da teoria da orçamentação incremental, alertava para a mudança do paradigma que rege os gastos públicos, bem delineada no seu livro “The New Politics of the Budgetary Process”, ou seja, a chegada dos tempos da orçamentação decremental ou dos orçamentos decrescentes, em cujo contexto existiriam cada vez menos recursos para alocação em novos projetos e para a expansão das atividades tradicionais do setor público. Uma das comprovações do acerto dessa tese do autor, mais do que o fato das lideranças dos EUA começarem a se preocupar com a necessidade de combater os elevados déficits orçamentários do governo federal — que ensejou a produção de lei (de iniciativa do Congresso) para limitar esse déficit, em 1985, denominada “Balanced Budget and Emergency Control Act” e mais conhecida como “Gramm-Rudman-Hollings Act” —, foi o fato do Governo norte-americano não conseguir cumprir as metas de redução do déficit, gerando a necessidade de reformulações nessa Lei e, mais tarde, a produção de
novas leis instituindo normas mais drásticas.

 

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