Há idéias que se parecem com um cachorro de estimação. Elas surgem um dia em nossas vidas e passam a fazer parte delas por anos a fio. Nós as alimentamos e gostamos de afagá-las. Idéias assim são fiéis como o cachorro de casa: permanecem com o dono mesmo durante as piores crises, quando tudo o mais parece desmoronar. Em momentos desfavoráveis, quando tememos que nossas idéias possam provocar reações adversas, nós as mantemos abrigadas: apenas as revelamos aos que são muito amigos. Em tempos melhores, limpamos e enfeitamos as idéias e as exibimos em público, confiantes em que elas serão capazes de encantar a outros assim como nos fizeram ficar encantados.
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