Quando todos pensávamos que, com a propalado sucesso do Plano Real, estavamos, por um bom tempo, livre dos "pacotes" governamentais, eis que o País foi sacudido, em novembro passado, por mais um, este de agora aparentemente o mais drástico de todos e que, com maior ou menor intensidade, afetará perversamente a vida de todos os brasileiros. A exemplo de todos os pacotes anteriores (dez, nos últimos 15 anos!), este também foi procedido de grande estardalhaço e "vendido" ao Congresso Nacional e à sociedade brasileira como a única alternativa para se evitar a catástrofe e o caos econômico iminentes. Pois assim com o Programa de Ajustamento Econômico de Delfim Neto, em fevereiro de 1983, no auge da crise da divida externa, como foi também assim com o Plano Cruzado (1986), com o Plano Bresser (1987), com o Plano Verão, de Mailson (1989), com a Plano Collor-Zelia(1990), com direito a reprise em 1991, com o Collor II, e assim também foi em 1993, com o então Ministro da Fazenda FHC, como o foi em julho de 1994, com a adoção do Plano Real, e com o Plano 51, de novembro do ano passado.


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