Entre tantas políticas públicas de primeira grandeza, o Brasil tenta resgatar a sua proposta inicial de pesquisa e uso das potencialidades do espaço sideral. Atualmente, o uso de satélite é essencial para o desenvolvimento de diversas atividades, como comunicações em regiões remotas; monitoramento ambiental; vigilância, patrulhamento de fronteiras e da zona costeira; inventário e monitoramento de recursos naturais; previsão de safras agrícolas; e previsão do tempo. Embora tenha inaugurado seu programa espacial há mais de 50 anos, o Brasil não conseguiu independência em nenhuma dessas áreas, utilizando-se hoje de satélites estrangeiros em todas essas funções. Recente estudo intitulado A Política Espacial Brasileira, elaborado pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara dos Deputados, apresenta sugestões para que o Brasil possa obter êxito no desenvolvimento, fabricação e lançamento de seus próprios satélites, considerando que o país possui bons quadros de pessoal e boa uma infraestrutura de C&T nesta área. Porém, precisa fortalecer a sua indústria espacial, por meio de incentivos fiscais, parcerias público-privadas e um mecanismo de compras governamentais que garanta sustentabilidade para o setor.

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