O artigo discute como a visão do planejamento como instrumento de intervenção do Estado para tornar racional a consecução de suas políticas públicas, vem sendo relativizada uma vez que a racionalidade tem seu reconhecimento sujeito às visões e aos interesses dos diferentes atores ou é limitada, dada a complexidade do ambiente. O planejamento passa a ser entendido menos como a produção de um documento (plano) e mais como um processo. Estes aspectos refletem-se no planejamento educacional e no debate acerca do plano nacional de educação (PNE). Discute as características de um PNE e sua natureza de peça formal de planejamento para o setor educacional. Analisa o legado do PNE 2001-2010 para o planejamento educacional, apesar de seu déficit de legitimidade. Reconhece a importância do diálogo entre poderes executivo, legislativo, nas três esferas federativas e sociedade para a construção do novo PNE, a partir das normas da Emenda Constitucional nº 59/2009 e a característica de construção conjunta do novo plano, que constituiu eixo da Conferência Nacional de Educação-Conae.
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